UM CARDO DISFARÇADO DE ALFAZEMA
Esta ânsia que sinto
é janela aberta
para um prado
sem cores e sem cheiros.
É uma miragem
um rosto
uma voz nos longes
um roce imaginado
um cardo disfarçado
de alfazema.
Esta ânsia que sinto
é um carreiro estreito
que acaba num muro
mais alto que o sol.
Nele me embrenhei
coração órfão
de gargalhadas roucas
e outros mimos.
Nele me perdi
ânsia de perseguir
sonhos proibidos
e outras sinas.
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