Dez Minutos
De dez em dez minutos,
Há só um silêncio onde a tua voz se cala.
E, a cada minuto, aumenta a distância
Onde se perde a graça.
Porque de dez em dez minutos,
É, decerto, outra a voz que te fala,
E nesse compasso desisto e calo a ânsia.
Assim, de dez em dez minutos,
Percebo que,
Antes de tropeçar em ti,
Naquela esquina fria e gasta,
Melhor seria que tivesse caído em desgraça.
Porque a paixão é febre cega,
A rameira de veludo, da mentira, a entusiasta.
Há só um silêncio onde a tua voz se cala.
E, a cada minuto, aumenta a distância
Onde se perde a graça.
Porque de dez em dez minutos,
É, decerto, outra a voz que te fala,
E nesse compasso desisto e calo a ânsia.
Assim, de dez em dez minutos,
Percebo que,
Antes de tropeçar em ti,
Naquela esquina fria e gasta,
Melhor seria que tivesse caído em desgraça.
Porque a paixão é febre cega,
A rameira de veludo, da mentira, a entusiasta.
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