Aperto o tempo nas minhas mãos como se fosse meu.
Agarro-o como se, no fundo, agarrasse todas as oportunidades.
Deixo-me ficar na ilusão desse controlo.
Sorrio e nem noto que ele se esvai como areia por entre os dedos.
Abro as mãos e não sobra nada.
Nem oportunidades e já nem tempo para as sonhar.
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