REFORMA
O que há com essa roupa
Ao que parece não há mais seda
Que acresça e vista
A cintura não fecha
Na calça a costura tão precisa
Debocha da camisa
Os botões nem adentram a própria casa
A bainha extravasa a conjuntura da perna
Pela manga o braço nem desliza
O que há com essa peça imprecisa
Que mora amarrotada
Pelas beiras da gaveta?
Diz o Então para o Agora:
- A moda que eu saiba
Sublima o tempo que passa
Mas o tempo impalpável deforma
Se não mais lhe serve
Doa que em alguém caiba!
Ao que parece não há mais seda
Que acresça e vista
A cintura não fecha
Na calça a costura tão precisa
Debocha da camisa
Os botões nem adentram a própria casa
A bainha extravasa a conjuntura da perna
Pela manga o braço nem desliza
O que há com essa peça imprecisa
Que mora amarrotada
Pelas beiras da gaveta?
Diz o Então para o Agora:
- A moda que eu saiba
Sublima o tempo que passa
Mas o tempo impalpável deforma
Se não mais lhe serve
Doa que em alguém caiba!
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