REFORMA
O que há com essa roupa
Ao que parece não há mais seda
Que acresça e vista
A cintura não fecha
Na calça a costura tão precisa
Debocha da camisa
Os botões nem adentram a própria casa
A bainha extravasa a conjuntura da perna
Pela manga o braço nem desliza
O que há com essa peça imprecisa
Que mora amarrotada
Pelas beiras da gaveta?
Diz o Então para o Agora:
- A moda que eu saiba
Sublima o tempo que passa
Mas o tempo impalpável deforma
Se não mais lhe serve
Doa que em alguém caiba!
Ao que parece não há mais seda
Que acresça e vista
A cintura não fecha
Na calça a costura tão precisa
Debocha da camisa
Os botões nem adentram a própria casa
A bainha extravasa a conjuntura da perna
Pela manga o braço nem desliza
O que há com essa peça imprecisa
Que mora amarrotada
Pelas beiras da gaveta?
Diz o Então para o Agora:
- A moda que eu saiba
Sublima o tempo que passa
Mas o tempo impalpável deforma
Se não mais lhe serve
Doa que em alguém caiba!
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Texto sobre o amor.
Minha noite é uma caminhada para o dia... que vem em silêncio se aproximando em cantos de chiados por passarinhos - meus olhos estão quei…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Coruja Doce ê..
Julian Lael
Porque inteligência é tão braba, Não há como fugir dela pinguim; E age na surdina, logo acaba, Com o intelecto do mai…
Julian Lael
Taberna do Sol Poente
Dodge Leal
A trilha da dor não é eterna, E me formei com diplomas... Meu Deus! — naquela taberna! Mas lá é a ruína dos axiomas.…
Julian Lael
Tudo o que pedi
Juntos, sem questionar,
no ritmo de Caribe clássico,
muito além dos petroglifos.
Ler com o que há de mais fino:
o casamento s…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski