Todos temos cem anos de vida

O tempo em que estamos vivos

E o tempo em que se vão lembrar de nós

Depois da vida e de vivermos 

De estarmos e prestarmos

Os serviços que a vida exige

Morremos no corpo e perduramos na memória

Sendo sempre quem fomos por uma vez

No nosso corpo, na nossa mente

Na vida, no coração dos outros

Na verdadeira alma, na memória deles.




A vida não existe sem a garantia da memória

Vive no corpo sem a razão compreendida

Deem uma alma à memória e ela vos dará vida

Uma centena de anos para todos

Como medida ilógica para justificar a importância

De sentir o pulsar da sua força

E nunca a deixar desistir de nós.




A força do corpo presente

Deixa que nos lembrem e nos esqueçam

Nas vias e caminhos desagregados

A força da memória mantém vivos

Os laços firmes da terra sábia

Diz-nos a vida que viver é saber

Se te lembras das respostas ensinadas

E de te dizerem quem és sem descanso

Insiste em viver com alento

Esses nossos breves cem anos.
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