Enchi a panela de água,
Meti-a ao lume e
Deixei-a estar.
Borbulhava por entre o vapor,
Fervia.
E nada cozinhava,
Nem um legume cozia.
Estava
A panela vazia.
Assim sou quando penso:
Eterna ebulição por razão nenhuma,
Sentença de fome sem alimento.
Sou panela d’água ao lume,
Fervendo em pensamento.
Meti-a ao lume e
Deixei-a estar.
Borbulhava por entre o vapor,
Fervia.
E nada cozinhava,
Nem um legume cozia.
Estava
A panela vazia.
Assim sou quando penso:
Eterna ebulição por razão nenhuma,
Sentença de fome sem alimento.
Sou panela d’água ao lume,
Fervendo em pensamento.
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