TUA VOZ
Onde se houve a tua voz, tua voz que eu não mais escuto?
Que paredes, que ouvidos percebem o som desta tua voz
Que a mim não chega mais?
Mas o que dizem as tuas palavras que eu não compreendo
Nesta distância?
Teus lábios movem-se, jorrando uma cascata de frases;
Teus lábios fecham-se quando escutas, abrem-se
Quando cantas... mas eu não posso ouvir.
Sei que falas. A tua boca transborda com tantos tesouros,
Uma a uma libertas as tuas pombas,
Todas brancas de neve, todas de asas rutilantes.
Tua voz transforma o mundo,
Faz com que ele seja habitável, cria um remanso,
Penetra fundo no desconhecido
Extraindo dele objetos familiares;
Tua voz é cotidiano pão do sentido mais comum,
Abre sulcos na terra de cada dia
Onde as palavras se depositam como grãos
De dourado milho germinando
Ao calor do sol que sempre te ilumina.
Sei que paredes acolhem a tua voz,
Sei que ouvidos estão atentos à tua voz,
Quando falas, quando silencias, quando cantas.
Todavia, eu nada escuto.
Aprisionado nesta distância,
Separado de ti por prédios e quintais, nada ouço,
Embora saiba que a tua voz está soando o dia inteiro.
O Criador colocou no mundo este grão de alegria: a tua voz.
Nós o louvamos, agradecemos a ele por isso;
Pois embora meus ouvidos estejam longe da fonte do canto,
A certeza da tua voz que soa me alimenta
Com um pão de alegria e coragem.
Pela eternidade soará a tua voz.
Porque os braços do Pai te acolhem
Descerrando-te as portas do mistério,
Eu posso repousar e amar,
Ainda que tu não estejas nesta encruzilhada de tempo e espaço.
Porque cantas, eu posso caminhar.
Que paredes, que ouvidos percebem o som desta tua voz
Que a mim não chega mais?
Mas o que dizem as tuas palavras que eu não compreendo
Nesta distância?
Teus lábios movem-se, jorrando uma cascata de frases;
Teus lábios fecham-se quando escutas, abrem-se
Quando cantas... mas eu não posso ouvir.
Sei que falas. A tua boca transborda com tantos tesouros,
Uma a uma libertas as tuas pombas,
Todas brancas de neve, todas de asas rutilantes.
Tua voz transforma o mundo,
Faz com que ele seja habitável, cria um remanso,
Penetra fundo no desconhecido
Extraindo dele objetos familiares;
Tua voz é cotidiano pão do sentido mais comum,
Abre sulcos na terra de cada dia
Onde as palavras se depositam como grãos
De dourado milho germinando
Ao calor do sol que sempre te ilumina.
Sei que paredes acolhem a tua voz,
Sei que ouvidos estão atentos à tua voz,
Quando falas, quando silencias, quando cantas.
Todavia, eu nada escuto.
Aprisionado nesta distância,
Separado de ti por prédios e quintais, nada ouço,
Embora saiba que a tua voz está soando o dia inteiro.
O Criador colocou no mundo este grão de alegria: a tua voz.
Nós o louvamos, agradecemos a ele por isso;
Pois embora meus ouvidos estejam longe da fonte do canto,
A certeza da tua voz que soa me alimenta
Com um pão de alegria e coragem.
Pela eternidade soará a tua voz.
Porque os braços do Pai te acolhem
Descerrando-te as portas do mistério,
Eu posso repousar e amar,
Ainda que tu não estejas nesta encruzilhada de tempo e espaço.
Porque cantas, eu posso caminhar.
Comentários (1)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
2023-10-27
Bom dia... muito belo o canto de uma voz que não mais escuto... mas traz a esperança de dias melhores. principalmente no amor ao semelhante.abraços -ademir
Outros poemas de participantes
zumbilésbia
ela foge e a cidade está tomada o camarada surge em sua mente qual mestre dos magos orientando-lhe na fuga que a situação é de luta todos…
Kátia Surreal
If I didn't had your love
If I didn't had your love My Father I would not be able to live Without your love Please Father give me Some love Because I know that You…
Aldo gabbay kraas
as músicas que escolho
posto poucas não há segredos só pretextos uma falsa trilha sonora regendo o percurso do dia hoje então me descubro quase um segundo quem…
Kátia Surreal
sombras na lua
eu queria tocar mais a fundo onde está tudo tão escuro muito além do que é eu queria galgar este muro porque meu mundo avulta-se como eu…
Kátia Surreal