Primitivo
Os meus olhos
Te vêem como
Um animal
Pela nuca erguo tua face,
Minha língua lambi tuas orelhas,
Nossas mãos se puxam,
Na mata,
A metamorfose
Nos encontra,
Taças de vinho bebemos pra nos libertar
Da nossa antiga forma,
Nossas roupas rasgamos
Beijos lambidos
No balançar das caldas,
Nossos sons proferidos como duas onças,
Tuas unhas deslizam as minhas costas
Sua vulva coberta por um manto negro
Me encaixo em tuas costas,
E me perco
Na escuridão do meio das tuas pernas,
Gritos selvagens me cega
Não sou mais eu,
Urra,
por trás te pego com força,
As minhas garras seguram tua polpa
Do rabo quente no cio a empinar,
O som dos nossos gemidos selvagens
Se perdem na floresta,
Ao te segurar em pé ao meu colo
No ar te faço galopar,
Enquanto tuas presas me mordiscam
Nossas peles começam a escorregar,
Te encosto na madeira fria da árvore
Seus braços seguram dois troncos,
E suas pernas arreganhadas
Ao sereno
Se unem às águas da úmida folhagem,
suor do corpo
E gozo das feras.
Mora Morangos
Te vêem como
Um animal
Pela nuca erguo tua face,
Minha língua lambi tuas orelhas,
Nossas mãos se puxam,
Na mata,
A metamorfose
Nos encontra,
Taças de vinho bebemos pra nos libertar
Da nossa antiga forma,
Nossas roupas rasgamos
Beijos lambidos
No balançar das caldas,
Nossos sons proferidos como duas onças,
Tuas unhas deslizam as minhas costas
Sua vulva coberta por um manto negro
Me encaixo em tuas costas,
E me perco
Na escuridão do meio das tuas pernas,
Gritos selvagens me cega
Não sou mais eu,
Urra,
por trás te pego com força,
As minhas garras seguram tua polpa
Do rabo quente no cio a empinar,
O som dos nossos gemidos selvagens
Se perdem na floresta,
Ao te segurar em pé ao meu colo
No ar te faço galopar,
Enquanto tuas presas me mordiscam
Nossas peles começam a escorregar,
Te encosto na madeira fria da árvore
Seus braços seguram dois troncos,
E suas pernas arreganhadas
Ao sereno
Se unem às águas da úmida folhagem,
suor do corpo
E gozo das feras.
Mora Morangos
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Palavras escritas.
Tudo que escrevo se torna em vão - não há resposta das palavras escritas : com muito amor e muita alegria - satisfação. Tudo que penso …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Maculável Mulher.
Por onde tu andares , lá estarei junto ... pois sempre que precisares de minha presença - com minhas mãos estendidas te recuperarei. Se…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Haicais sentido
Haicais sentido
Jorge E. Leal
Finjo no verão,
Não ver outras estações,
E curto as nuances. …
Julian Lael
Conluios
conluios maquetas inventários nada a limpo em momento algum ó, ninguém soube dizer como o velho barco ficara na praia por décadas, e de …
Darlan de Matos Cunha