04/11/2023
Tudo é para todos, menos para nós.
Não, os votos não são seus,
Mas egrégoras do vácuo social.
Tampouco se apaziguará o amor
Na hipótese desses mesmos votos
Não abandonarem o plano ideal.
Por que te alegras com tão pouco?
Basta um aceno das convenções
Para desabrochares teu orgulho?
Já o meu, surge de maneira autônoma.
Sem luz que impulsione o agir
Sobre as matérias mais diversas.
E nós, meu amor, estamos, então, ligados.
Verdadeiramente consubstanciados
pelas desgraças do pecado terreno.
Compartilhamos a mesma velha cicuta.
Choramos as mesmas obviedades.
Cantamos o mesmo hino de lamentos.
Unidos não por um papel, mas pelo papel
Desempenhado nas tramas irrequietas
Do presente. Sim! O presente e suas navalhas.
E para cada lâmina há um clamor pernicioso.
Uma vontade que não se contenta
Em contaminar apenas um receptáculo.
E se tomas essa vontade por sua, não deles,
Receio que eu também me contamine
Para tornar-me seu parasita preterido.
Em uma ou outra tempestade, no entanto,
O relâmpago da memória nos cegará
Para que o trovão do sentir nos atinja.
Eu sorrirei, como quem ganha uma aposta.
Você franzirá o cenho. Irredutível.
Nos juntaremos à miséria da nossa condição.
Não, os votos não são seus,
Mas egrégoras do vácuo social.
Tampouco se apaziguará o amor
Na hipótese desses mesmos votos
Não abandonarem o plano ideal.
Por que te alegras com tão pouco?
Basta um aceno das convenções
Para desabrochares teu orgulho?
Já o meu, surge de maneira autônoma.
Sem luz que impulsione o agir
Sobre as matérias mais diversas.
E nós, meu amor, estamos, então, ligados.
Verdadeiramente consubstanciados
pelas desgraças do pecado terreno.
Compartilhamos a mesma velha cicuta.
Choramos as mesmas obviedades.
Cantamos o mesmo hino de lamentos.
Unidos não por um papel, mas pelo papel
Desempenhado nas tramas irrequietas
Do presente. Sim! O presente e suas navalhas.
E para cada lâmina há um clamor pernicioso.
Uma vontade que não se contenta
Em contaminar apenas um receptáculo.
E se tomas essa vontade por sua, não deles,
Receio que eu também me contamine
Para tornar-me seu parasita preterido.
Em uma ou outra tempestade, no entanto,
O relâmpago da memória nos cegará
Para que o trovão do sentir nos atinja.
Eu sorrirei, como quem ganha uma aposta.
Você franzirá o cenho. Irredutível.
Nos juntaremos à miséria da nossa condição.
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