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Platão aprisionou com dura corrente o amor ao desejo,
Escondendo a chave por mil anos ou mais,
Enquanto Sócrates, bebendo a seu bel-prazer,
Decretou aos que viriam pelos séculos
Que o Amor não conquistaria jamais a Beleza,
Objeto de seu desejo, pois, se o fizesse
Não seria mais aquele Amor em falta.
Mas o contrário é o que, justamente, entre os homens se vê:
Os mais belos aproveitando esta sua qualidade
Para conquistarem os mais belos.
Toda Beleza quer ampliar-se e acrescentar mais,
Pois, quanto seja, é apenas uma pequenina parte da Beleza
E aspira ao todo.
Escondendo a chave por mil anos ou mais,
Enquanto Sócrates, bebendo a seu bel-prazer,
Decretou aos que viriam pelos séculos
Que o Amor não conquistaria jamais a Beleza,
Objeto de seu desejo, pois, se o fizesse
Não seria mais aquele Amor em falta.
Mas o contrário é o que, justamente, entre os homens se vê:
Os mais belos aproveitando esta sua qualidade
Para conquistarem os mais belos.
Toda Beleza quer ampliar-se e acrescentar mais,
Pois, quanto seja, é apenas uma pequenina parte da Beleza
E aspira ao todo.
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