A Vigésima Oitava Cruzada

Primeiro, eles foram solúveis, atravessaram sem contestação.
Segunda, feriram por debaixo da pele, cessaram avanço.
No meio da semana, servia-se pouco, estômagos enferrujados.
Na cadência latente de suas vias, clamaram pela primeira vez ao divino.
Sábado, todos de pé, esmagados pelo Cronos.
Silêncio... Instalações noturnas, assuntos brilhantes.
Pressão... Momentâneas e cortantes.
O fator presente não é de proteção nem de bonança.
A esperança encolhida traz espaço à ganância.
Eterna será a vitória daqueles que foram açoitados em silêncio,
dentro da própria mente e com o estralar das articulações.
Isso foi e tem sido dito a nós, pensantes de carne e alcateias travestidas de inocência.
Foi necessário que parassem mais uma vez.
O sofrimento agora seria por ossadas infantis,
que antes eram risadas vibrantes, acompanhadas de curtas corridas naquele chafariz.
A cruzada teve seu valor simbólico e incalculável.

- Rafael Gonçalo 
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