Para quem nunca mais me viu
me verá pela última vez
Deitado em madeira
de olhos fechados
de terno que nunca antes
tivera vestido

Mas não lamentem minha partida
Pois a vida é efêmera, como uma estrela cadente
Cumpri meu papel, vivi minhas histórias
E agora parto, como um verso que se finda

Em lembranças e sorrisos, eu permanecerei
Nas histórias compartilhadas, no amor que doei

Não se entristeçam, pois na eternidade do tempo
Somos todos pó, dançando ao vento
Deixo a vida como quem encerra um poema,
Mas a essência do que fui, em vocês, é o meu lema.



~CJ
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