Na dança sutil do destino, um recomeço se desenha,
Entre cosmos e estrelas, uma trama se emoldura, no canto.
Uma parte de mim, perdida na vastidão do céu,
Busca constelações de um amor, outrora tão singelo.

No palco da vida, onde a esperança dança,
Acabou-se o engano, restam só lembranças.
No silêncio das palavras não ditas,
Ecoam os suspiros de promessas não cumpridas.

Tentei refazer a pintura desbotada do afeto,
Mas as cores se perderam no vórtice do desafeto.
Em cada estrela cadente, um pedido ao universo,
Para que o amor renasça, como um verso disperso.

Mas a mão do tempo tem despojos implacáveis,
Desfazendo laços, tornando-nos vulneráveis.
Uma parte de mim se perde na imensidão,
Enquanto o coração chora a dor da solidão.

Cosmos testemunham o fim dessa ilusão,
E o que resta é a saudade, a melancolia em profusão.
No palco vazio, onde a história se encerra,
Acabou-se o engano, não há mais primavera.

A dança cessou, a música se desfez,
Resta apenas a cicatriz do que um dia se fez.
Entre estrelas e desenganos, o amor fracassado,
Deixa na alma a marca de um sonho malogrado.

~CJ
7 Visualizações
Partilhar

Comentários (0)

Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.