Parabit

Sem arestas o zero não corta mas deprime
por seu valor à esquerda
mas à direita volteia múltiplos
que em dez campeia
deixando de ser número
firmando-se então em ceia.

Altiplano de si mesmo o zero esplende
no recôncavo da fórmula
e reformula o sentido próprio
no lirismo amorfo do ser binário
formatando-se em bit.

Par romântico do uno
não perfaz senão nuvens e sombras
no algoritmo das penumbras
e no sigilo campeante do ser mudo.

É ser tonitroante mas sem voz
e sem olhos que lacrimejem 
no presídio nanométrico
cuja maior grandeza se contrai e agiganta
no poder que constrói e alimenta
o zeteticismo da nanotecnologia.

Olinda, 13/12/2023.
203 Visualizações
Partilhar

Comentários (0)

Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.