POR VEZES
Por vezes
via um traço de cor na noite dos teus olhos.
Um fio azul que os escancarava e te expunha
feito de mãos, braços e bocas irrequietas
como se o mundo inteiro te habitasse.
Por vezes
atiçavas o Evereste dos teus medos.
A voz bailava-te nas entranhas do desassossego
e sonhavas em surdina, rabiscando suspiros
no nevoeiro das madrugadas abismais.
Por vezes
eras tudo. De tudo um pouco te fazias,
a contrariar a sorte de seres tão pouco, do muito que querias ser.
Amado apenas! Retribuindo a graça de um sorriso,
voo de gaivota, pinho verde, flor de tangerina, felicidade.
via um traço de cor na noite dos teus olhos.
Um fio azul que os escancarava e te expunha
feito de mãos, braços e bocas irrequietas
como se o mundo inteiro te habitasse.
Por vezes
atiçavas o Evereste dos teus medos.
A voz bailava-te nas entranhas do desassossego
e sonhavas em surdina, rabiscando suspiros
no nevoeiro das madrugadas abismais.
Por vezes
eras tudo. De tudo um pouco te fazias,
a contrariar a sorte de seres tão pouco, do muito que querias ser.
Amado apenas! Retribuindo a graça de um sorriso,
voo de gaivota, pinho verde, flor de tangerina, felicidade.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
voz
como pode ser tão doce
vocês reduzem a frequência
mais é algo belo e angelical
que diz algo muito bobo e banal
que …
feudido
momentos :)
ah, que bom seria se pudesse pegar, amarrar e, sempre que quisesse fitar, estaria lá, pronta pra me confortar.
teria uma coleção de …
feudido
A Fortuna.
A fortuna não está nas mãos dos homens - está em seu entender da natureza do cantar - os lírios dos campos : em toda sua grandeza . Nas …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Próxima florada da Guaria Morada...
Memória amorosa
da nuvem branca
que abraça, como
voto de amor eterno,
o Vulcão Irazú.
Trago o meu universo
diante dos t…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski