Sambo do dramático
Quando me olham
e me percebem
eu acendo as velas,
afasto a escuridão.
Caminho, leve,
Pois existo além
da minha própria
contravenção
em resistir,
em respirar,
em desejar
que alguém
descubra em minha imagem
uma vantagem qualquer,
um motivo simplório,
para manter-me ao lado,
vir ao meu velório.
E a insegurança
repousa aqui:
na alma de um
desajustado.
Não vou chorar,
pode ir,
já estou muito bem
acostumado.
e me percebem
eu acendo as velas,
afasto a escuridão.
Caminho, leve,
Pois existo além
da minha própria
contravenção
em resistir,
em respirar,
em desejar
que alguém
descubra em minha imagem
uma vantagem qualquer,
um motivo simplório,
para manter-me ao lado,
vir ao meu velório.
E a insegurança
repousa aqui:
na alma de um
desajustado.
Não vou chorar,
pode ir,
já estou muito bem
acostumado.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Taberna do Sol Poente
Dodge Leal
A trilha da dor não é eterna, E me formei com diplomas... Meu Deus! — naquela taberna! Mas lá é a ruína dos axiomas.…
Julian Lael
Tudo o que pedi
Juntos, sem questionar,
no ritmo de Caribe clássico,
muito além dos petroglifos.
Ler com o que há de mais fino:
o casamento s…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Carta lacrada.
Esta carta lacrada em selo vermelho é para ti... que nunca irei conhecer... pois nunca me observou andando nas ruas desertas de minha cid…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palavras escritas.
Tudo que escrevo se torna em vão - não há resposta das palavras escritas : com muito amor e muita alegria - satisfação. Tudo que penso …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*