O Flâneur tropical
Vou decompondo pela rua.
Rogando a beleza do verbo,
deixando no corpo a feiura.
Rasgando a ametista do verso,
extraindo uma rima inconclusa.
Safira nos olhos da moça,
brilho opaco de quem comunga.
Topázio nas mechas da rosa,
bela boêmia da alma imunda.
Caminho, sem jeito ou remorso.
Apoiando-me na face alva
do pássaro bicando o asfalto.
Descobrindo que a tarde assalta
o gosto de qualquer assunto.
Extirparam o aço da lua,
revestindo o fio do machado,
suspendendo o desejo humano
no corte limpo de algum carrasco.
E eu? Vou compondo ao declínio.
Colocando o ouvido no peito,
na parede da controvérsia.
Será que a vida me deu tato
para entender o que tanto dissertam?
Rogando a beleza do verbo,
deixando no corpo a feiura.
Rasgando a ametista do verso,
extraindo uma rima inconclusa.
Safira nos olhos da moça,
brilho opaco de quem comunga.
Topázio nas mechas da rosa,
bela boêmia da alma imunda.
Caminho, sem jeito ou remorso.
Apoiando-me na face alva
do pássaro bicando o asfalto.
Descobrindo que a tarde assalta
o gosto de qualquer assunto.
Extirparam o aço da lua,
revestindo o fio do machado,
suspendendo o desejo humano
no corte limpo de algum carrasco.
E eu? Vou compondo ao declínio.
Colocando o ouvido no peito,
na parede da controvérsia.
Será que a vida me deu tato
para entender o que tanto dissertam?
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