MARESIAS
Paulo Sérgio Rosseto
Quando o mar me viu
Quebrou-me as cercas
Deixei ser levado
Deixei de ser cais
Tornei-me navio
Parti pelas ondas
Virei maresia
Fui marear em águas profundas
Tentei ser bonança
Calmaria e até fortaleza
Em meio aos temporais
A parte de mim então ancorada
Sustenta-me oculta
Navega-me pela vida
O que me enxergas
É esse outro lado que aflora atrevida
De pura alegoria
Este
Nem mesmo eu saberei
Decifrar jamais
@psrosseto
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