DOS POEMAS DE AMOR
Eu tenho medo dos poemas de amor
São arroubos recolhidos por fantasmas em devaneios
Que afinal traduzem tanta realidade pelos versos
Que terminam perniciosos às verdades dos amantes
Estuporam o sabor dos beijos
Detalham a intensidade dos sonhos no suor das mãos
Reconduzem antes à obviedade os desejos
Insinuam que dentro do efêmero até mora a eternidade
Definitivamente eu não os leio
Apenas transcrevo desarranjos que me assopram
Esses endemoniados anjos
São arroubos recolhidos por fantasmas em devaneios
Que afinal traduzem tanta realidade pelos versos
Que terminam perniciosos às verdades dos amantes
Estuporam o sabor dos beijos
Detalham a intensidade dos sonhos no suor das mãos
Reconduzem antes à obviedade os desejos
Insinuam que dentro do efêmero até mora a eternidade
Definitivamente eu não os leio
Apenas transcrevo desarranjos que me assopram
Esses endemoniados anjos
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
cores
tarde em cores frias boca triste avermelhada pingo azul mão molhada sala com luz amarela
manhã quente céu laranja …
feudido
delírio encapsulado
presa estou pela manhã a recolher as lágrimas livre sou à noite ao te recolher em minha cápsula quando me transbordar, a tez partida será…
Kátia Surreal
Dissonantes, se confundem - 09/09/2026
Será que a alegria é irmã da tristeza
Dissonantes, separadas se confundem,
A alegria é a exultação do bem estar
…
Armando A. C. Garcia
Muros de pedra ! - 24/07/2026
Eu tinha o mundo perdido
Na palma de minha mão,
Livre e solto, sacudido
Sem dinheiro, sem tostão.
…
Armando A. C. Garcia