As teclas do piano
As teclas do piano sussurram,
demandam o inclinar da cabeça
para que se ouça em pleno tom
as verdades da alma sustenida.
Esse acorde, repetido ad nauseam,
é exatamente o som da tua vida.
Uma garoa, simples e sentimental,
retorcida entre as nuvens cheias.
O branco da neblina e o negro
dos olhos secos que observam...
As teclas do piano sussurram
e vertem lágrimas da harmonia,
cuspindo cifras melodiosas
em um refrão de covardias.
Seus dedos cansados arrastam
uma música feita para acabar,
uma súbita vontade de ouvir
aquilo que ninguém sabe entoar.
Muito menos você, bem menos.
Sua música é mera excrescência
de uma garganta secundária
por onde é impossível se comunicar.
As teclas do piano sussurram,
brancas e pretas na madeira.
Contam sua história inteira
e não deixam sequer uma dúvida
para mantê-la viva no segundo.
Ninguém irá ler sua partitura,
muito menos entender o símbolo
que representa sua clave.
As palavras não foram feitas
para você, instrumento humano.
Serás sempre incompreensível
como o ruído quase inaudível
que deduzem ser do piano.
demandam o inclinar da cabeça
para que se ouça em pleno tom
as verdades da alma sustenida.
Esse acorde, repetido ad nauseam,
é exatamente o som da tua vida.
Uma garoa, simples e sentimental,
retorcida entre as nuvens cheias.
O branco da neblina e o negro
dos olhos secos que observam...
As teclas do piano sussurram
e vertem lágrimas da harmonia,
cuspindo cifras melodiosas
em um refrão de covardias.
Seus dedos cansados arrastam
uma música feita para acabar,
uma súbita vontade de ouvir
aquilo que ninguém sabe entoar.
Muito menos você, bem menos.
Sua música é mera excrescência
de uma garganta secundária
por onde é impossível se comunicar.
As teclas do piano sussurram,
brancas e pretas na madeira.
Contam sua história inteira
e não deixam sequer uma dúvida
para mantê-la viva no segundo.
Ninguém irá ler sua partitura,
muito menos entender o símbolo
que representa sua clave.
As palavras não foram feitas
para você, instrumento humano.
Serás sempre incompreensível
como o ruído quase inaudível
que deduzem ser do piano.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Taberna do Sol Poente
Dodge Leal
A trilha da dor não é eterna, E me formei com diplomas... Meu Deus! — naquela taberna! Mas lá é a ruína dos axiomas.…
Julian Lael
Tudo o que pedi
Juntos, sem questionar,
no ritmo de Caribe clássico,
muito além dos petroglifos.
Ler com o que há de mais fino:
o casamento s…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Carta lacrada.
Esta carta lacrada em selo vermelho é para ti... que nunca irei conhecer... pois nunca me observou andando nas ruas desertas de minha cid…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palavras escritas.
Tudo que escrevo se torna em vão - não há resposta das palavras escritas : com muito amor e muita alegria - satisfação. Tudo que penso …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*