Tens-me aqui à mão...

Tens-me aqui à mão…junto ao dorso deste silêncio aclamado
Dormito se preciso for entre os cílios do teu pestanejar enamorado
Rego com lágrimas dóceis os beirais onde desemboca um eco desenfreado
Tens-me à mão de semear…bem perto de cada gentil abraço tão prolongado
A cada hora amamentar-te as palavras que tateiam o olhar mais corroborado
Perder-me no armistício dos murmúrios aguerridos, vorazes e quase atarantados
Frederico de Castro
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