DESATENTO
Paulo Sérgio Rosseto
Observei que minha sombra displicente
Flanava dispersa translúcida intacta
Distorcendo-se entre beiras e bordas
Roçava indiferente sobre o aceso e o fosco
Sem olhos sem ouvidos sem sentidos
Contorcendo antes ou depois dos rastros
Ou melhor sem encontrar sentido
Ao não sentir os impactos
Senhora quão desatento estou eu!
Não percebi que era a luz dos olhos teus
Quem resguardando antevia
E de fato iluminava os meus atos
@psrosseto
@taperapua_editora
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