Beekeeper - poema anos 2000
Ele a cada instante vê, e magia brota.
No coração, sonhos desabrocham,
Como um biólogo, enlouquecido a estuda.
Em seu universo, criação ideal,
Germinada na mente, seu sono embala,
Encarnada essência, primordial.
Nos lábios, o néctar da criação, traz
Palavras moléculas, partículas de um quase-quasar,
Como abelhas de beijo doce, violento, sagaz.
Dois pares dão asas à imaginação, e ele ama,
Inventando segredos, os escrevendo no ar
E no coração, a rainha encantada, reside, soberana.
Assim, vive ele, poeta a pesquisar,
Inventando beleza onde sequer existe, para suportar
a dor de acordar de sonhos, que não deve sonhar.
Náufrago que é, no raso poço sem se afogar,
Segura a corda que sufoca seu pescoço
Como se fosse boia ao mar.
Nos seus pensamentos, a magia se encerra.
Afundando em vivências cartesianas, seu olhar denuncia
Objetos de estudo em meio à grande guerra.
Mas, acima de tudo
E todos,
Há uma rainha.
Que absoluta reina,
Figura etérea
Ou apenas, Ela.
Rainhas não comem merda.
No coração, sonhos desabrocham,
Como um biólogo, enlouquecido a estuda.
Em seu universo, criação ideal,
Germinada na mente, seu sono embala,
Encarnada essência, primordial.
Nos lábios, o néctar da criação, traz
Palavras moléculas, partículas de um quase-quasar,
Como abelhas de beijo doce, violento, sagaz.
Dois pares dão asas à imaginação, e ele ama,
Inventando segredos, os escrevendo no ar
E no coração, a rainha encantada, reside, soberana.
Assim, vive ele, poeta a pesquisar,
Inventando beleza onde sequer existe, para suportar
a dor de acordar de sonhos, que não deve sonhar.
Náufrago que é, no raso poço sem se afogar,
Segura a corda que sufoca seu pescoço
Como se fosse boia ao mar.
Nos seus pensamentos, a magia se encerra.
Afundando em vivências cartesianas, seu olhar denuncia
Objetos de estudo em meio à grande guerra.
Mas, acima de tudo
E todos,
Há uma rainha.
Que absoluta reina,
Figura etérea
Ou apenas, Ela.
Rainhas não comem merda.
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