fim

no fim de cada garrafa 
batem por mim tambores
os tambores da terra insólita 
do sonho ao sono um passo
é sempre só mais um passo
breve e leve lúgubre papoila
nascendo da fome na boca
vívido lábio aceso na noite
amanhã não amanhecerei.

(Pedro Rodrigues de Menezes, fim)




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