Poesia nos teus cabelos

Hoje vi-te naquela amurada de prata

Eras céu de Janeiro

Já lá vai tanto tempo que fomos mar e céu

Estavas linda naquela manhã de Inverno

O teu andar voava elegante

Perante a nudez dos meus olhos

Como se não tivesses chão

Nem porto onde me ancorar

Eras poesia nos teus cabelos

Que de vento eram feitos

Os sonhos não cabiam em nós

Nem neste mundo

Amei-te sem saberes

Que a lua também chora à noite

 

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