O cacique
A minha aldeia não é a minha aldeia.
Levada pela maré da lua cheia, ela me odeia.
Na minha aldeia a teia está se quebrando.
As partes estão voando.
Os fios não estão aguentando
A convulsão que o tornado vai causando.
A minha aldeia está de cara feia.
E eu não vejo luz nem de uma candeia.
A frágil alma da aldeia se derrete igual sorvete
E o cacique não tem cacife pra cacique – cacete!
O caro pajé, vendo o que quer,
Vende caro o combo da fé.
Fiéis ao papel, os figurantes
Não figuram em nenhuma figura.
Que loucura, a essa altura,
Os flagras ainda não são flagrantes.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Missy my love
Missy my love You are the sunshine I am happy that we love Each other Missy you give me Lots of kisses Sweater than honey Also dad You pl…
Aldo gabbay kraas
O Orvalho.
O Orvalho que nesta madrugada caem sobre esta terra ... é para renovar a reprodução de todas as sementes - de todas as espécies que irã…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palma zunkha
Deixa que o amor e o impulso
falem mais alto, ou melhor,
cantem por nós o que tiver
de ser cantado sem se preocupar
com o q…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Sapucaia
É inverno, estamos em julho,
sem flor e nenhum fruto.
Enquanto a querida sapucaia
repousa tranquila na praça,
O charme da mi…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski