Prisão de Algodão
Pele de algodão, aprisiona meu ser,Sufoca o grito que tenta nascer.Amor, cárcere doce, cruel ilusão,Onde a liberdade se afoga em um não.
Correntes invisíveis me prendem a ti,Em um abraço que me suprime e me aniquila.Em teus olhos, um abismo onde me perco,Um labirinto sem saída, um universo incerto.
As paredes desta prisão são de sonhos,E as grades, de suspiros e gemidos.A chave que me libertaria, se perdeu,E a esperança se esvai em um véu.
Amor, prisão de algodão, me envolves em ti,E eu me rendo a este cárcere, sem mais resistir.
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