O PRIMEIRO BEIJO
Envergonhada, e a voz se calava,
Sem dizer o que sentia,
Mas minha ânsia, por tua boca chamava,
E quando me apertavas, fugia.
O corpo se arrepiou, descontrolado,
Ansioso por te beijar,
Os olhos suspiraram como uma cola,
Embriagados a pedir esmola,
Na loucura de te desejar.
Estremeceu o corpo febril,
Os olhos choraram de alegria,
Tua boca me matou a sede,
Que já estava em agonia.
Renasceu uma alma nova,
E impaciente por querer mais,
E a tua boca me saciava,
Com doçura, me desejavas,
E agora os beijos são virais.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
O Orvalho.
O Orvalho que nesta madrugada caem sobre esta terra ... é para renovar a reprodução de todas as sementes - de todas as espécies que irã…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palma zunkha
Deixa que o amor e o impulso
falem mais alto, ou melhor,
cantem por nós o que tiver
de ser cantado sem se preocupar
com o q…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Sapucaia
É inverno, estamos em julho,
sem flor e nenhum fruto.
Enquanto a querida sapucaia
repousa tranquila na praça,
O charme da mi…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
O Consolo parte II
O Consolo de uma vida depende de seu bom coração e da formosura -querendo por demais seus encantos nelas ficarem - permanentes sempre …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*