Exílio da alma
Um deserto sem areias, mar sem ondas, céu sem nuvens.
É assim a solidão.
Uma impressão do nada a nos circundar, nenhuma brisa a tocar.
Nada a ouvir, falar ou ver. Nada que possa interessar.
O universo do corpo, o limite das mãos, o vagar dos pensamentos.
Estes viajam por sonhos distantes, procurando vestígios das escritas perdidas no passado,
Em uma história que termina em páginas vazias de um livro singular abandonado sobre a mesa.
A vida se torna inobjetiva. Os minutos iguais se transformam em dias sem luz e noites sem luar.
A solidão é um espaço vazio, onde agonizam as almas...
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