ONDE AS PALAVRAS SE CALAM
Conheci alguém que descrevia olhares
Como quem pinta os dias claros
Com nuances de cores e lugares
Onde só os sonhos se guardam caros
Dizia-me que olhares podem levar-nos
A patamares tão íntimos
Onde as palavras se calam
Onde não se ouve a própria voz
Mas o mais belo dizia ela
É aquele olhar despido da súplica
Aquele que busca mas não revela
E aguarda distante o que se evidencia
E por fazê-lo me ensinou cegamente a crer
Que nestes teus doces olhos abertos
Há um universo que se descerra fluido
E de tão longínquo e improvável – perto!
========
Porto Seguro / Ba, 24/02/2025
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
cores
tarde em cores frias boca triste avermelhada pingo azul mão molhada sala com luz amarela
manhã quente céu laranja …
feudido
delírio encapsulado
presa estou pela manhã a recolher as lágrimas livre sou à noite ao te recolher em minha cápsula quando me transbordar, a tez partida será…
Kátia Surreal
Dissonantes, se confundem - 09/09/2026
Será que a alegria é irmã da tristeza
Dissonantes, separadas se confundem,
A alegria é a exultação do bem estar
…
Armando A. C. Garcia
Muros de pedra ! - 24/07/2026
Eu tinha o mundo perdido
Na palma de minha mão,
Livre e solto, sacudido
Sem dinheiro, sem tostão.
…
Armando A. C. Garcia