Não sinto na pele o roçar da roupa
Agora me parece tudo diferente
Tudo diferente realmente
O sol que antes me aquecia
Agora me arde os olhos
O frio da manhã que rejuvenescia
Hoje me faz cobrir com as mãos os ombros
O café quente que antes reanimava
Hoje já parece amargo na boca
Meu ânimo de antes foi embora
Não sinto na pele o roçar da roupa
De antes, foram muitos
De agora, já são poucos
Das estrelas que eu contava, poucas restam
Da lua que eu admirava
Ainda sobra um fio de prata
Que não lembro mais
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
O PODER DO AMOR
O amor nos leva A lugares maravilhosos, Desperta sonhos na alma, Com sentimentos preciosos. Não existe explicação Para tamanha emoção, O…
miltondacosta
Louco Amor.
Tem vezes que nossa voz se cala perante a beleza de uma mulher - morena - olhos verdes - cabelos longos - e de uma ternura que não se igu…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Dissidente
Dissidente
Sobre a dura meditação,
Que se ampara nas horas silenciosas,
Vem me ao corpo a petrificação;
À fronte algum…
antonio gonçalves
aconchego
no mar de doçura dos olhos baixos
semeias grinaldas felizes
que vestem de ternura as coisas do coração
acariciadas a sol de outubro
Isabel Pires