Zé Preto
Jogaram o Zé Preto no lixo.
Envergaram a coluna do Zé.
Nunca vi nada igual.
Deve existir por aí, mas eu nunca vi.
Subindo uma ladeira,
O Zé, se quisesse andar de quatro pé,
Era só estender os braços para onde o nariz apontava.
Ele tinha que fazer contorcionismo
Era pra olhar pro céu.
O Zé Preto era um homem envergado
Pelo peso nas costas de seus ascendentes.
Lançar o recém-nascido no lixo
É a continuação de uma história.
Os proprietários da mãe do Zé
Precisavam de comida na mesa,
Roupa lavada e casa arrumada.
Jogaram o Zé Preto no lixo.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
O Orvalho.
O Orvalho que nesta madrugada caem sobre esta terra ... é para renovar a reprodução de todas as sementes - de todas as espécies que irã…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palma zunkha
Deixa que o amor e o impulso
falem mais alto, ou melhor,
cantem por nós o que tiver
de ser cantado sem se preocupar
com o q…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Sapucaia
É inverno, estamos em julho,
sem flor e nenhum fruto.
Enquanto a querida sapucaia
repousa tranquila na praça,
O charme da mi…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
O Consolo parte II
O Consolo de uma vida depende de seu bom coração e da formosura -querendo por demais seus encantos nelas ficarem - permanentes sempre …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*