O Cavalo do Zezé
As abelhas pegaram o cavalo do Zezé.
O cavalo corria sem parar,
O enxame não o deixava respirar.
O cavalo corria em círculo,
Preso pelas cercas intransponíveis que estavam dentro de si.
A do cercadinho era dois fios de arames velhos,
Só um pouquinho da força do cavalo
Seria suficiente para derrubá-los.
Quanto mais corria, mais visitava a colmeia.
Transportava, cada vez mais, mais abelhas.
Correu, correu, correu...
Tropeçou, caiu e lá ficou.
Não foram as abelhas que venceram o cavalo.
Se fosse um cavalo selvagem
A história seria outra.
Mas o domesticado...
O domesticado é tudo e não é ninguém
Mais que escravo e refém.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Texto sobre o amor.
Minha noite é uma caminhada para o dia... que vem em silêncio se aproximando em cantos de chiados por passarinhos - meus olhos estão quei…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Coruja Doce ê..
Julian Lael
Porque inteligência é tão braba, Não há como fugir dela pinguim; E age na surdina, logo acaba, Com o intelecto do mai…
Julian Lael
Taberna do Sol Poente
Dodge Leal
A trilha da dor não é eterna, E me formei com diplomas... Meu Deus! — naquela taberna! Mas lá é a ruína dos axiomas.…
Julian Lael
Tudo o que pedi
Juntos, sem questionar,
no ritmo de Caribe clássico,
muito além dos petroglifos.
Ler com o que há de mais fino:
o casamento s…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski