ESTOU TÃO TRISTE, DE TRISTEZA
Estou tão triste, de tristeza,
Que até a palavra duvida
E no espelho da certeza,
A esperança sente-se perdida.
Estou tão triste, de tristeza,
Que até o vento me desdiz,
E o sol, por mais que acene,
Não alcança o que já fiz.
Tudo à volta me contamina,
A flor, que era cor, definha,
O riso alheio fere-me,
E a manhã já não caminha.
É como se a alma chorasse
Ao toque frio da paisagem,
E cada sombra que nasce
Soprasse a mesma mensagem.
Não sei se é mágoa ou ausência,
Ou o tempo que me encerra.
Só sei que um silêncio em mim
Grita, sem dar-me espera.
Maria Antonieta Matos, 25-07-2025