Pseudo soneto I
quando o tempo fosse tanto
engravidasse cada espaço
as ações fossem do homem
as razões de seus abraços
pudesse a vida desdizer-se
de cada sofrimento como base
e inventasse a alegria em tese
como origem de seus disfarces
do homem contivesse a trama
esculpida no vão de sua alma
lapso infinito de seu drama
gasto inconsumível da vida
do mundo construindo a paz
nos degraus de cada investida
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Liberdades e opioides
Nem sempre à noite, mas de noite, sempre. As chaves rodam soturnas, esperançosas de um voltar tardio. Lá fora, o fumo passa ao dedo, em r…
Rafael Gonçalves
pender
pender feito cipó procurando algo mais do que o abrigo da árvore gigante busca-se o solo assim é pender de cabeça para baixo - que o noss…
Darlan de Matos Cunha
Nova Rota da Seda
cuidemo-nos que a pressa quer nos separar * a horta precisa de mãos pés de amassos no humo do amor mais leve portanto cuidemos da nossa…
Darlan de Matos Cunha
Terceira via.
Neste mar de angustias onde sobrevivem os mais fortes... todas as plantas rompem a lamina desta terra - porque a natureza é sabia e resp…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*