Do vagar humano
há que abolir
a grave mania
de burlar o tempo
de fingir a vida
adiar as réguas
de andar o mundo
tramitar-se presente
sem futuro
ao invés
como compasso
dê-se à vida o palco
de todos os teatros
sítio de tanto
da construção do novo
os das coxias de si
os da platéia de todos
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