Enquanto um gato tirava uma lagartixa pra dançar,
Seu José apreciava a brincadeira com um sorriso no olhar.
Um olhar indiferente à agonia do brinquedo.
Pensei em pôr a mão ou apontar o dedo,
Mas seu José era o dono da casa e do gato.
A conveniência e a covardia apagam a luz do dia.
Isso propicia a alegria dos ratos.
O gato não queria se alimentar,
Queria brincar.
Brincou, brincou e largou o brinquedo,
Que não sentia mais medo,
Não sentia mais nada.
A escuridão dentro de mim ameaçava a parte iluminada.
Eu não sei o que é certo ou errado pro seu José.
Parece que ele é de outro mundo!
Ou esse é o mundo de seu José?
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