O VERDE DO RIO
Em todo lugar, em qualquer tempo,
o constante objeto da minha percepção
é o imanente mistério do teu ser.
A trigueira forma do teu corpo
resplandece através das minhas retinas,
como a claridade dessas manhãs de setembro.
Estás no voo das andorinhas,
roçando o verde do rio;
como estás na branda força do vento
que verga o cimo das árvores
e desvanece, por um momento,
as insaturáveis dores do mundo,
tão profundamente exasperadas em mim.
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