Tardezinha ensolarada numa praça de Lisboa Queria tanto saber cantardisse a pomba que arrulhavacatando os restos de pãona beira de uma calçada Já eu o que mais queriaé poder planar no ardisse o homem que passavavarrendo o lixo da estrada Pois não quero incomodardisse a poeta que ouviadebruçada na janelado terceiro ou quarto andarJá que a mim o que me restaé só cantar e voar E baixou as persianasretornou a sua mesae se pôs a rabiscar Comentários (0) ShareOn Partilhar Facebook WhatsApp X Iniciar sessão para publicar um comentário.