Alma bêbada
Flores Flores Flores Flores
Eu a vejo em mim chorando mares e marés
Vejo-a colhendo cascalhos cinzas me apedreja
Eu simplesmente a vejo beijando grãos, doce ela
Ela está caçoando das nuvens e dançando tempestades
Ela é tão docemente... humilde como o ouro das flores
Ela come loucuras domésticas na praia sua
Saboreia água que a molha nua
Só isso nua santa
Sonho com ela sonhando comigo
Vejo-a tentando, tentando ter compaixão
Oh, ter compaixão de si mesma!
Ela, só ela, seca lágrimas suas
E eu a vejo, a vejo cantarolando poemias
Bêbada, com carícia conforta suas amargas
Ela entra na água some
Ela salgamolha-se no próprio pranto próprio
Amaldiçoando pássaros que não colhem
E lírios que não fiam
E deuses que só dormem, só
Eu a vejo... vejo... eu a vejo
Encosta seus molhados em mim ri
Sacra-me da areia amarezada da noite
E me cobre de si mesma
... De flores e dores
Cuida de solar, brilha no mar
É em mim, é ela que é
Molhada de seu gástrico
Suada de límpidos confessos
...De flores e dores
Ela me há
Ela me em, esquecida
Só
Flores... Flores...
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