O touro de Minos Este mundo, um labirinto,em que, desnudo, percorromil corredores, faminto Essas grossas amplas veiaspulsam o sangue da nobreza inflamado por centelhasde vaidade e de tristeza Deixo pegadas de homemsob o jugo de um instintoe em cadência meus passosressoam sem som distinto Bifurcam-se galeriase espelham-se encruzilhadascurvadas paredes friasse giram entorno de um nada Nos becos deste recintoouço o eco de sussurrossei que há mais labirintospor detrás dos altos muros Persigo a linha da vidaque se enovela a um centroonde a morte, uma saída,retoma o fio do tormento Todo o fogo que devoronão renova o meu vigortanto mais devoro o fogomais flameja a minha dor Passam sóis e passam luas, nuvens tornam o céu finitosobre a pele nua e cruapesa o pó de um gasto mito Só o fim desta quimeraquiçá me salve da sina vencido por outra fera mais ardilosa e assassina Comentários (0) ShareOn Partilhar Facebook WhatsApp X Iniciar sessão para publicar um comentário.