Inquietude do pássaro poeta

Se não me amas quando estou do avesso ame-me como os pássaros pálidos sem canto no galho da inquietude pousado suave como uma pluma dormindo com as suas asas rimadas de poesias no ninho

E se permaneço calado as vezes é porque ando tão somente

á procura de espaço, pois meus pés agora são rodas e os meus braços converteram em asas

E se volto sobre o meu passo saudoso de canção poema e desfaço o meu amor e, pois com fé fiz um lindo laço em forma de anzol que pesco lembranças e sonhos

As vezes guardam no peito o vestido de silêncio

A tantos baús que precisava abrir coração-baú esperava aniversariar, pois as primaveras as flores com todas as suas cores

Ninhos de pássaros e amores, natureza em Flor e dor

Voar num dente-de-leão para escapar planar sem cair no chão…

Encomendo á lua e escondido sol deixar para ver o rosto quando sol se por

Embrulhar a luz do horizonte naquele crepúsculo em todas as suas facetas carregar a doçura do ar nas gotículas do mar ou em dia que se forma para chover

Catalogar os meus silêncios em marés e marolas

Espera do tempo transbordar com amor colher os frutos da vida nada é eterno...

O tempo é o jardineiro que planta também ceifa mesmo os mais imperfeitos que exista

Enquanto formos nos fios do tear da existência

Que possamos regar os pensamentos…

61 Visualizações

Comentários (0)

ShareOn Facebook WhatsApp X
Iniciar sessão para publicar um comentário.