Ponto de fuga Em frente à janela se estende uma rua lavrada de puro asfaltoladeada de altas paredes armadas de cimento lisoListras de janelassobemdescemabaixoacima No cabo da rua, um paredão branco duropõe ponto às paralelasque bem se sabe,noutro caso,se cruzariam nem mesmo no oceano do infinito E além dos muros?Aí já não seiO que sei é queque entre eles isso simse vem morrerse vem sofrere se curar. É hospital Mas às vezes me pego na crençaque além do becopisca um recomeço ouque atrás da friapálpebrada esfinge adormecidaum tenso olharsonhae espreita E não de rarome peçoque dos confinsdeste sonoa sã perguntadecifretodas vãsservis respostasque me amiúdedevorama graça infindade ver Comentários (0) ShareOn Partilhar Facebook WhatsApp X Iniciar sessão para publicar um comentário.