Debaixo do meu luar
Debaixo do meu luar dormita a escuridão tão
efervescente, tão apaixonante…quase conivente
Com labaredas intrépidas saqueia cada breu que
estremecendo desvairado fenece compungido e ardente
Debaixo do luar recosta-se a noite algemada a uma
monstruosidade de murmúrios prevaricando alucinadamente
Seu timbre são a fiel rubrica das palavras doidas e eloquentes
Fazem o croquis de duas caricias deslizando pela derme do
silêncio que se estilhaça em sedentas gargalhadas tão pungentes
Frederico de Castro
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