No banco ao lado, um sonho desacordado
No banco ao lado, ela sorri,
Enquanto a chuva no vidro cai,
O motor ronrona, o tempo flui,
E o meu segredo, quieto, não sai.
Os pingos dançam no vidro embaciado,
Como o coração que quer falar,
Mas fico mudo, olhar desviado,
Com medo de a fazer recuar.
Se ela soubesse oque não digo,
Talvez sorrisse de outro jeito,
Mas guardo o sonho, fiel amigo,
Num silêncio doce e perfeito.
30/04/25
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