Obra N.° 15: Futilidade
Tão pouco me importaria a fama
Tão pouco me importaria o dinheiro
Em vida escrevo para ser lembrado na morte
Sou mortal, mas meus personagens vivem.
Homens morrem, ideias são imortais
Cada reflexão pode tornar-se eterna
Em um rio de superficialidade extrema
Cada palavra pensada se torna sagrada.
Nada que fazemos é perda de tempo
Quando nos faz sentir vivos e presentes
Escrever coisas bonitas no papel
Mesmo que ninguém se importe em ler.
Não gosto quando me chamam de romântico
Referem-se ao sentido popular
E não ao sentido épico
Agradar uma mulher e ler romances se diferem.
Até o homem mais burro e idiota
Seria capaz de ser romântico
A fim de enganar uma mulher
Minha vocação não se trata disso.
Não sou poeta para impressionar
Mas sim por pura paixão tomo essa vocação
Escrever como se fosse meu oxigênio
Como se minha vida dependesse disso!
Escrever sobre a beleza da mulher
Sobre os astros, sobre meus sentimentos
É como oferecer cada fatia de minha mente
Leia minha mente a cada poema publicado.
Nem sempre minha mente é interessante
Mas de vez em quando tudo se completa
Assim como a Catherine e o Capitão Grant
Como olhos cor de âmbar e o n.° 017.
Tudo me parece sem graça
Quando paro de escrever
É como se o mundo lá fora
Fosse tão inútil de se entender.
O eco na cabeça do mundo é ensurdecedor
Cheio de distrações e palavras vazias
Meninos querem impressionar homens ruins
E homens ruins querem aprovação de homens.
Comentários (0)
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.