Tão pouco me importaria a fama

Tão pouco me importaria o dinheiro

Em vida escrevo para ser lembrado na morte 

Sou mortal, mas meus personagens vivem. 

 

Homens morrem, ideias são imortais

Cada reflexão pode tornar-se eterna

Em um rio de superficialidade extrema 

Cada palavra pensada se torna sagrada. 

 

Nada que fazemos é perda de tempo

Quando nos faz sentir vivos e presentes

Escrever coisas bonitas no papel

Mesmo que ninguém se importe em ler. 

 

Não gosto quando me chamam de romântico

Referem-se ao sentido popular

E não ao sentido épico 

Agradar uma mulher e ler romances se diferem. 

 

Até o homem mais burro e idiota 

Seria capaz de ser romântico 

A fim de enganar uma mulher

Minha vocação não se trata disso. 

 

Não sou poeta para impressionar 

Mas sim por pura paixão tomo essa vocação

Escrever como se fosse meu oxigênio

Como se minha vida dependesse disso! 

 

Escrever sobre a beleza da mulher

Sobre os astros, sobre meus sentimentos 

É como oferecer cada fatia de minha mente

Leia minha mente a cada poema publicado. 

 

Nem sempre minha mente é interessante 

Mas de vez em quando tudo se completa

Assim como a Catherine e o Capitão Grant

Como olhos cor de âmbar e o n.° 017. 

 

Tudo me parece sem graça

Quando paro de escrever 

É como se o mundo lá fora 

Fosse tão inútil de se entender.

 

O eco na cabeça do mundo é ensurdecedor

Cheio de distrações e palavras vazias

Meninos querem impressionar homens ruins

E homens ruins querem aprovação de homens.

 

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