Vilar Romancista

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Obra N.° 4: Enxurrada de Beijos

Me deixas tão louco! 

À beira de um precipício, eu diria

Minha esposa e amiga

Que pele macia! 

 

Só de ver o brilho da tua pele

Meu corpo se estremece! 

Em mim nasce um grande desejo

A tal "enxurrada de beijos" 

 

A maciez da tua pele tão felina

Provoca meus lábios carentes 

Quero te marcar hoje, 

Quero te marcar sempre.

 

Quero te beijar sem parar 

Até meus lábios ficarem doloridos 

É meu maior vício, eu admito 

Um doente beijoqueiro! 

 

A textura da pele fala por si só 

E o atrito das bocas se entendem

Essa é a tal magia 

Da Enxurrada de Beijos.

 

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Poemas

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Obra N.° 4: Enxurrada de Beijos

Me deixas tão louco! 

À beira de um precipício, eu diria

Minha esposa e amiga

Que pele macia! 

 

Só de ver o brilho da tua pele

Meu corpo se estremece! 

Em mim nasce um grande desejo

A tal "enxurrada de beijos" 

 

A maciez da tua pele tão felina

Provoca meus lábios carentes 

Quero te marcar hoje, 

Quero te marcar sempre.

 

Quero te beijar sem parar 

Até meus lábios ficarem doloridos 

É meu maior vício, eu admito 

Um doente beijoqueiro! 

 

A textura da pele fala por si só 

E o atrito das bocas se entendem

Essa é a tal magia 

Da Enxurrada de Beijos.

 

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Obra N.° 12: Espera Prazerosa

Corre o tempo e não te vejo

Será quando e onde? 

Qual dia e qual hora? 

Inverno ou primavera? 

 

Pensas em mim? Me idealiza? 

Somos tão parecidos ou nem? 

Um círculo social grande 

Mas ninguém interessante. 

 

Eu te espero, eu te anseio

Minha curiosidade fala alto

Quais serão suas qualidades? 

Quais serão seus defeitos? 

 

Eu te espero desde sempre 

Por que você não aparece? 

Tenho tanto amor pra te dar

Não quero só "ficar"

 

Acredito que temos um papel importante

Será o seu me encontrar? 

Será eu te encontrar? 

Essa espera... me dá muito prazer.

 

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Obra N.° 6: Amo Cada Parte Sua!

Na imensidão do vermelho

Enxerguei teus sapatos de vidro

Teus pés magros e delicados 

E sua silhueta mística.

 

Teu corpanzil camuflado entre as multidões

Até o teu andar é majestoso! 

Nenhuma mulher seria capaz de copiar

Quão longe elas estão de se igualar! 

 

Meus olhos só se arregalam para ti

Minhas narinas só sentem teu cheiro 

Minha boca só clama teu nome

E minhas mãos só molham as suas palmas. 

 

Serei fiel até o fim 

Senão prefiro a morte! 

A morte do que te trair

Pois nenhuma terá o mesmo elixir. 

 

Sua risada, seu canto, seu olhar 

Seu beicinho, seu grito, sua ignorância

Tudo em você me faz delirar!
 

Amo cada parte sua!

 

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Obra N.° 10: Sr. Resfriado

Estou sentindo o cheiro da erva 

Eu senti o cheiro do molho 

E sentirei o cheiro das nozes 

Três cheiros distintos. 

 

Ainda que meu nariz não seja tão bom

É uma dádiva poder senti-los! 

O resfriado tão cruel

Me tira esse querido presente. 

 

Além de entupir-me as narinas 

Ele as umedece e as inunda 

Resfriado tão cruel

Despejando teu véu sobre meu bico. 

 

Um resfriado mais comum 

Não seria de má fé

Se nossa face não sofresse alterações 

Nariz vermelho, olho semicerrado e boca seca. 

 

Aparta-te de mim, Sr. Resfriado

Até lembrar de ti me causa enjoo

Não me permite nem mesmo 

Contar uma anedota aos amigos!

 

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Obra N.° 11: A Beleza da Mulher

Conhecer a verdadeira beleza

A beleza da mulher 

A beleza da poesia 

A beleza da prosa. 

 

Poucos homens sequer entendem

O que é uma mulher bonita 

Eles as objetificam de forma pútrida

Sem a menor gota de humanidade! 

 

Qualquer assunto é brecha para besteirol

Qualquer hora é momento para assédio

Qualquer gesto é sinal de "consentimento"

É a doença da pornografia. 

 

A pornografia destruiu tudo 

Destruiu corpo, mente, arte, literatura 

Nesse mundo nem mesmo os filhos

Podem confiar em seus pais. 

 

Nesse mundo nem mesmo as noras

Podem confiar em seus sogros 

E nem mesmo as sobrinhas 

Podem confiar em seus tios. 

 

O homem pervertido alto lá 

Há quem diga com total certeza

Que ele não cobiça a própria irmã 

Mas na humanidade já não acredito mais.

 

Aquele que não conhece a beleza 

Tão pouco conhece a gentileza 

E jamais conhecerá a realeza 

...Realeza dita como amor.

 

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Obra N.° 2: Segundo Poema

Céu inundado de rosas,

mar inundado de cravos, 

me encantei por teus olhos 

E do teu coração sou escravo.

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Obra N.° 8: Corrente do Nosso Amor

Corrente de amor

Quente, contínua 

Transparece seu sabor

Afirma o teu frescor. 

 

Corrente de amor 

Brilhando contra o luar 

Umedecendo seu queixo 

Molhando sua bochecha. 

 

Corrente de amor 

Primeiro é estranho

Depois é bonito

Por fim, irresistível. 

 

Corrente de amor

Inundando minha língua 

Enchendo minha boca 

E lambuzando meu rosto. 

 

A corrente do nosso amor 

Sem ela, não sou ninguém 

Me deixa excitado

E demasiado apaixonado!

 

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Obra N.° 13: Poema Gótico

A detalhes mórbidos avisarei 

Que este já não é mais nosso mundo 

Em mim já não há mais cor,

Em você só restou trevas. 

 

Parentes já não existem mais 

E o sol se declarou inimigo,

A lua se tornou nossa mãe 

E a neblina nosso refúgio. 

 

Contemplo o líquido vermelho na taça 

Os detalhes de prata na borda 

Seus dentes brilham entre o batom

Dos teus lábios tão carmesim. 

 

Seu vestido negro arrasta sobre o mármore

E o som de meus sapatos ecoam no salão

Em meu trono, ouço choros de aflição

Vindos hora do mundo, hora do calabouço. 

 

Um castelo nada rudimentar 

Localizado entre fendas do tempo 

Meu corvo sempre pronto para avisar 

Aqueles que ousam pisar nessa terra. 

 

Quatro anéis em meus dedos

Almas flutuam neles, sem descanso ou paz 

Desde o menos culpado até o mais cruel 

Minha sede não tem limites. 

 

A noite poderia ser tão eterna quanto é bela

Eu e você reinando 24h por dia

Nós dois, sem medo e sem esconderijo

Como trocar de pele e ficar indestrutível.

 

Nosso sucessor aos meus sapatos

Ditando palavras impossíveis de se ler 

Ainda é uma pupa, frágil e mortal 

No reino que algum dia ela governará.

 

Vamos mostrar aos cidadãos 

A consequência de terem um sangue belo 

Um líquido tão agridoce e viciante! 

Eles não sabem o porquê, tão indefesos! 

 

Essa vida tem seus altos e baixos 

Prazeres e angústias góticas 

Sem o direito de morrer

Toda dor sofrida é ampliada.

 

 

 

 

 

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Obra N.° 14: Desabafo

Muitas vezes não sei como e nem porquê

Fiz coisas que meu EU atual não reconhece

Fiz dois cursos de inglês, fiz aulas de coreano

Eu curso Comércio Exterior e já sonhei alto.

 

Tenho uma deficiência auditiva, forte e ativa 

Não faço mais prática de inglês

Para que se eu pouco ouço o português?

As pessoas falam rápido e alto, que merda! 

 

Não tenho mais sonho de trabalhar no exterior

Porque minha família mora no Brasil

Estudei vogais simples e vogais compostas

Do coreano, sem dúvidas é idioma belo. 

 

Não sei como aquele menino

Que queria apenas ser um escritor

Acabou decidindo que queria ser um vendedor

Muito menos que estudaria Comércio Exterior! 

 

No começo, achei deveras interessante 

Mas agora ler aqueles textos enormes

Falando de trocas e acordos se tornou maçante!

Porém tenho que concluir, pois alto foi o preço.

 

Aquele menino só queria escrever romances

Mas ficou preso na ideia de ser excepcional

Não quero dinheiro, não quero fama

Não quero vestir terno, não quero ser chefe. 

 

Em mim só há uma paixão 

Escrever com precisão 

Versos e trechos que toquem o coração 

Desde que nasci, essa é a minha missão.

 

5

Obra N.° 7: Mentira e Coração

Em um mundo onde mentir

É como comprar pão

Quem fala a verdade com frequência

Rouba meu coração.

 

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