Vilar Romancista

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Obra N.° 4: Enxurrada de Beijos

Me deixas tão louco! 

À beira de um precipício, eu diria

Minha esposa e amiga

Que pele macia! 

 

Só de ver o brilho da tua pele

Meu corpo se estremece! 

Em mim nasce um grande desejo

A tal "enxurrada de beijos" 

 

A maciez da tua pele tão felina

Provoca meus lábios carentes 

Quero te marcar hoje, 

Quero te marcar sempre.

 

Quero te beijar sem parar 

Até meus lábios ficarem doloridos 

É meu maior vício, eu admito 

Um doente beijoqueiro! 

 

A textura da pele fala por si só 

E o atrito das bocas se entendem

Essa é a tal magia 

Da Enxurrada de Beijos.

 

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Poemas

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Obra N.° 5: Vícios do Cavaleiro

Os vícios são maldições

Nos perseguem, nos infastiam

Primeiro agradam, depois corroem

Primeiro é prazer, depois pranto.

 

Até o nobre cavaleiro os têm 

São pequenos, mas cruéis 

Nem o vinho e nem a morte

Talvez o orgulho e a mentira. 

 

O mundo dirá: 

"Você não está machucando ninguém"

Mas quem é alguém... 

Se não nossa alma? 

 

Vicie a si mesmo

Que assim contaminará o outro

Porque o outro tampouco sabes

Os vícios do cavaleiro. 

 

Você diz: 

"Amanhã será diferente" 

Um verme que mente!

Defensor dos próprios vícios!

 

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Obra N.° 9: O Sol e Sua Beleza

O Sol está nos banhando 

Com toda a sua plenitude

Iluminando muros, calçadas, gramados

E tudo o que há de mais belo. 

 

Nos colocamos de frente

Abrimos os braços... 

Despejai suas vitaminas sobre nós 

Seus raios vivos e brilhantes.

 

Nossa face laranja 

Queima de forma agradável

Pássaros inteiros de laranja 

Venerando o seu astro. 

 

Cada ponto amarelo cheio de vida 

Seria poesia exagerada, senão? 

Por que continuas lendo então 

As belezas do astro? 

 

Ele veio como um intermediário 

Do frio e do vento gélido

Para nos acalentar 

...E nos maravilhar.

 

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Obra N.° 1: Olhos Cor de Âmbar

Mesmo que eu ande 

sem o calor da tua presença, 

Meus olhos hão de ter 

o frescor da tua excelência. 

 

Olhos cor de âmbar, 

Gotas de mel sob o sol poente;

promessa de calma e tempestade

em igual medida. 

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Obra N.° 3: Minha Imperatriz

Antes mesmo que eu viesse
ao encontro dela 

ela mesma invadiu o meu mundo, 

de forma tão asfixiante
com seu perfume floral,

que desejei não ter narinas. 

 

O olhar dela me corta, 

os cabelos dela me enrolam, 

o cheiro dela me queima 

e a pele dela me causa choque; 

 

sim, CHOQUE! Aquele choque!

Um tipo de choque
que me faz duvidar, 

não acreditar
que a pele pode ser tão elétrica!

Mas ela é. Ela é. 

 

Sei que depois do primeiro beijo

não haverá mais volta, 

apenas a mais devota submissão

do meu apaixonado coração! 

 

Por que ela faz isso comigo? 

Tão ingenuinamente
pensei ser seu amigo, 

mas a quem eu quero enganar? 

Ela é a imperatriz da minha alma. 

 

Eu sou tímido demais, 

por isso quero que ela prossiga 

e não me deixe em paz, 

é esse seu atrevimento
que me satisfaz.

 

Ela tem uma atitude jamais vista, 

não tem medo
de ser mal interpretada, 

mas não deixa
de ser moça prendada, 

com certeza a mais intocada.

 

Com certeza serei muito feliz, 

porque de todas que conheci...

Nenhuma cheguei tão perto de dizer:

"Eu te amo, Minha Imperatriz!"

 

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