Vilar Romancista

Vilar Romancista

Perfil
141 Visualizações

Obra N.° 13: Poema Gótico

A detalhes mórbidos avisarei 

Que este já não é mais nosso mundo 

Em mim já não há mais cor,

Em você só restou trevas. 

 

Parentes já não existem mais 

E o sol se declarou inimigo,

A lua se tornou nossa mãe 

E a neblina nosso refúgio. 

 

Contemplo o líquido vermelho na taça 

Os detalhes de prata na borda
 

Seus dentes brilham entre o batom

Dos teus lábios tão carmesim. 

Seu vestido negro arrasta sobre o mármore

E o som de meus sapatos ecoam no salão

Em meu trono, ouço choros de aflição

Vindos hora do mundo, hora do calabouço. 

 

Um castelo nada rudimentar 

Localizado entre fendas do tempo 

Meu corvo sempre pronto para avisar 

Aqueles que ousam pisar nessa terra. 

 

Quatro anéis em meus dedos

Almas flutuam neles, sem descanso ou paz 

Desde o menos culpado até o mais cruel 

Minha sede não tem limites. 

 

A noite poderia ser tão eterna quanto é bela

Eu e você reinando 24h por dia

Nós dois, sem medo e sem esconderijo

Como trocar de pele e ficar indestrutível.

 

Nosso sucessor aos meus sapatos

Ditando palavras impossíveis de se ler 

Ainda é uma pupa, frágil e mortal 

No reino que algum dia ela governará.

 

Vamos mostrar aos cidadãos 

A consequência de terem um sangue belo 

Um líquido tão agridoce e viciante! 

Eles não sabem o porquê, tão indefesos! 

 

Essa vida tem seus altos e baixos 

Prazeres e angústias góticas 

Sem o direito de morrer

Toda dor sofrida é ampliada.

 

 

 

 

 

Ler poema completo

Poemas

16

Obra N.° 13: Poema Gótico

A detalhes mórbidos avisarei 

Que este já não é mais nosso mundo 

Em mim já não há mais cor,

Em você só restou trevas. 

 

Parentes já não existem mais 

E o sol se declarou inimigo,

A lua se tornou nossa mãe 

E a neblina nosso refúgio. 

 

Contemplo o líquido vermelho na taça 

Os detalhes de prata na borda
 

Seus dentes brilham entre o batom

Dos teus lábios tão carmesim. 

Seu vestido negro arrasta sobre o mármore

E o som de meus sapatos ecoam no salão

Em meu trono, ouço choros de aflição

Vindos hora do mundo, hora do calabouço. 

 

Um castelo nada rudimentar 

Localizado entre fendas do tempo 

Meu corvo sempre pronto para avisar 

Aqueles que ousam pisar nessa terra. 

 

Quatro anéis em meus dedos

Almas flutuam neles, sem descanso ou paz 

Desde o menos culpado até o mais cruel 

Minha sede não tem limites. 

 

A noite poderia ser tão eterna quanto é bela

Eu e você reinando 24h por dia

Nós dois, sem medo e sem esconderijo

Como trocar de pele e ficar indestrutível.

 

Nosso sucessor aos meus sapatos

Ditando palavras impossíveis de se ler 

Ainda é uma pupa, frágil e mortal 

No reino que algum dia ela governará.

 

Vamos mostrar aos cidadãos 

A consequência de terem um sangue belo 

Um líquido tão agridoce e viciante! 

Eles não sabem o porquê, tão indefesos! 

 

Essa vida tem seus altos e baixos 

Prazeres e angústias góticas 

Sem o direito de morrer

Toda dor sofrida é ampliada.

 

 

 

 

 

15

Obra N.° 14: Desabafo

Muitas vezes não sei como e nem porquê

Fiz coisas que meu EU atual não reconhece

Fiz dois cursos de inglês, fiz aulas de coreano

Eu curso Comércio Exterior e já sonhei alto.

 

Tenho uma deficiência auditiva, forte e ativa 

Não faço mais prática de inglês

Para que se eu pouco ouço o português?

As pessoas falam rápido e alto, que merda! 

 

Não tenho mais sonho de trabalhar no exterior

Porque minha família mora no Brasil

Estudei vogais simples e vogais compostas

Do coreano, sem dúvidas é idioma belo. 

 

Não sei como aquele menino

Que queria apenas ser um escritor

Acabou decidindo que queria ser um vendedor

Muito menos que estudaria Comércio Exterior! 

 

No começo, achei deveras interessante 

Mas agora ler aqueles textos enormes

Falando de trocas e acordos se tornou maçante!

Porém tenho que concluir, pois alto foi o preço.

 

Aquele menino só queria escrever romances

Mas ficou preso na ideia de ser excepcional

Não quero dinheiro, não quero fama

Não quero vestir terno, não quero ser chefe. 

 

Em mim só há uma paixão 

Escrever com precisão 

Versos e trechos que toquem o coração 

Desde que nasci, essa é a minha missão.

 

12

Obra N.° 10: Sr. Resfriado

Estou sentindo o cheiro da erva 

Eu senti o cheiro do molho 

E sentirei o cheiro das nozes 

Três cheiros distintos. 

 

Ainda que meu nariz não seja tão bom

É uma dádiva poder senti-los! 

O resfriado tão cruel

Me tira esse querido presente. 

 

Além de entupir-me as narinas 

Ele as umedece e as inunda 

Resfriado tão cruel

Despejando teu véu sobre meu bico. 

 

Um resfriado mais comum 

Não seria de má fé

Se nossa face não sofresse alterações 

Nariz vermelho, olho semicerrado e boca seca. 

 

Aparta-te de mim, Sr. Resfriado

Até lembrar de ti me causa enjoo

Não me permite nem mesmo 

Contar uma anedota aos amigos!

 

16

Obra N.° 15: Futilidade

Tão pouco me importaria a fama

Tão pouco me importaria o dinheiro

Em vida escrevo para ser lembrado na morte 

Sou mortal, mas meus personagens vivem. 

 

Homens morrem, ideias são imortais

Cada reflexão pode tornar-se eterna

Em um rio de superficialidade extrema 

Cada palavra pensada se torna sagrada. 

 

Nada que fazemos é perda de tempo

Quando nos faz sentir vivos e presentes

Escrever coisas bonitas no papel

Mesmo que ninguém se importe em ler. 

 

Não gosto quando me chamam de romântico

Referem-se ao sentido popular

E não ao sentido épico 

Agradar uma mulher e ler romances se diferem. 

 

Até o homem mais burro e idiota 

Seria capaz de ser romântico 

A fim de enganar uma mulher

Minha vocação não se trata disso. 

 

Não sou poeta para impressionar 

Mas sim por pura paixão tomo essa vocação

Escrever como se fosse meu oxigênio

Como se minha vida dependesse disso! 

 

Escrever sobre a beleza da mulher

Sobre os astros, sobre meus sentimentos 

É como oferecer cada fatia de minha mente

Leia minha mente a cada poema publicado. 

 

Nem sempre minha mente é interessante 

Mas de vez em quando tudo se completa

Assim como a Catherine e o Capitão Grant

Como olhos cor de âmbar e o N.° 017. 

 

Tudo me parece sem graça

Quando paro de escrever 

É como se o mundo lá fora 

Fosse tão inútil de se entender.

 

O eco na cabeça do mundo é ensurdecedor

Cheio de distrações e palavras vazias

Meninos querem impressionar homens ruins

E homens ruins querem aprovação de homens.

 

11

Obra N.° 9: O Sol e Sua Beleza

O Sol está nos banhando 

Com toda a sua plenitude

Iluminando muros, calçadas, gramados

E tudo o que há de mais belo. 

 

Nos colocamos de frente

Abrimos os braços... 

Despejai suas vitaminas sobre nós 

Seus raios vivos e brilhantes.

 

Nossa face laranja 

Queima de forma agradável

Pássaros inteiros de laranja 

Venerando o seu astro. 

 

Cada ponto amarelo cheio de vida 

Seria poesia exagerada, senão? 

Por que continuas lendo então 

As belezas do astro? 

 

Ele veio como um intermediário 

Do frio e do vento gélido

Para nos acalentar 

...E nos maravilhar.

 

13

Obra N.° 16: Odeio Sentir Dor

Minha panturrilha está doendo

Mas meu joelho também está doendo

Os ouvidos? Esses sempre doem! 

A única coisa que não dói é o coração. 

 

A dor é algo que vai nos acompanhar sempre

Durante toda a vida e a todo instante

Existe mais dor do que prazer no mundo

Ainda há aqueles que sentem prazer na dor. 

 

Em minha visão, não existe dor boa

Existem pessoas que romantizam a dor

Enchem a dor com glitter

Cobrem a dor com rosa choque. 

 

Nunca senti uma dor gostosa 

Como a dor da saudade apaixonada

Como a dor de cabeça após meditar na amada 

Essas dores nunca senti.

 

Nenhuma mulher que namorei 

Conseguiu me causar uma dor boa 

Apenas dores cortantes e destrutivas

Por isso eu odeio sentir dor.

 

9

Obra N.° 8: Corrente do Nosso Amor

Corrente de amor

Quente, contínua 

Transparece seu sabor

Afirma o teu frescor. 

 

Corrente de amor 

Brilhando contra o luar 

Umedecendo seu queixo 

Molhando sua bochecha. 

 

Corrente de amor 

Primeiro é estranho

Depois é bonito

Por fim, irresistível. 

 

Corrente de amor

Inundando minha língua 

Enchendo minha boca 

E lambuzando meu rosto. 

 

A corrente do nosso amor 

Sem ela, não sou ninguém 

Me deixa excitado

E demasiado apaixonado!

 

13

Obra N.° 12: Espera Prazerosa

Corre o tempo e não te vejo

Será quando e onde? 

Qual dia e qual hora? 

Inverno ou primavera? 

 

Pensas em mim? Me idealiza? 

Somos tão parecidos ou nem? 

Um círculo social grande 

Mas ninguém interessante. 

 

Eu te espero, eu te anseio

Minha curiosidade fala alto

Quais serão suas qualidades? 

Quais serão seus defeitos? 

 

Eu te espero desde sempre 

Por que você não aparece? 

Tenho tanto amor pra te dar

Não quero só "ficar"

 

Acredito que temos um papel importante

Será o seu me encontrar? 

Será eu te encontrar? 

Essa espera... me dá muito prazer.

 

15

Obra N.° 11: A Beleza da Mulher

Conhecer a verdadeira beleza

A beleza da mulher 

A beleza da poesia 

A beleza da prosa. 

 

Poucos homens sequer entendem

O que é uma mulher bonita 

Eles as objetificam de forma pútrida

Sem a menor gota de humanidade! 

 

Qualquer assunto é brecha para besteirol

Qualquer hora é momento para assédio

Qualquer gesto é sinal de "consentimento"

É a doença da pornografia. 

 

A pornografia destruiu tudo 

Destruiu corpo, mente, arte, literatura 

Nesse mundo nem mesmo os filhos

Podem confiar em seus pais. 

 

Nesse mundo nem mesmo as noras

Podem confiar em seus sogros 

E nem mesmo as sobrinhas 

Podem confiar em seus tios. 

 

O homem pervertido alto lá 

Há quem diga com total certeza

Que ele não cobiça a própria irmã 

Mas na humanidade já não acredito mais.

 

Aquele que não conhece a beleza 

Tão pouco conhece a gentileza 

E jamais conhecerá a realeza 

...Realeza dita como amor.

 

10

Obra N.° 5: Vícios do Cavaleiro

Os vícios são maldições

Nos perseguem, nos enfastiam

Primeiro agradam, depois corroem

Primeiro é prazer, depois pranto.

 

Até o nobre cavaleiro os têm 

São pequenos, mas cruéis 

Nem o vinho e nem a morte

Talvez o orgulho e a mentira. 

 

O mundo dirá: 

"Você não está machucando ninguém"

Mas quem é alguém... 

Se não nossa alma? 

 

Vicie a si mesmo

Que assim contaminará o outro

Porque o outro tampouco sabes

Os vícios do cavaleiro. 

 

Você diz: 

"Amanhã será diferente" 

Um verme que mente!

Defensor dos próprios vícios!

 

18

Comentários (0)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.