SÚPLICA
Quando a noite estende o véu fechado,
e a dúvida sussurra em voz sombria.
Mostro diante de ti o coração dilacerado
na fé que rompe a treva e traz o dia.
Se o mundo me fere e me deixa atribulado
e se, em mim, a esperança se declina e se esvazia.
Rogo-te, ó Deus, meu consolo esperado!
E a tua justa mão me levanta e me guia.
Não te peço ouro, glória ou poder terreno.
Suplico-te, sim, um coração puro e sereno
capaz de tudo suportar sem me perder.
E, se for da tua vontade, Juiz Supremo!
Expiando-me o pecado, dá-me como prêmio:
Em tua morada para sempre viver!
TEHILLAH
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